terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Não precisa ser para sempre, mas precisa ser até o fim!

‘Para sempre’, em minha opinião, é nada mais nada menos que um dia depois do outro. Ou seja, é construção.
Em princípio, não existe. Mas basta que façamos a mesma escolha sucessivamente e teremos construído o ‘para sempre’.
O que quero dizer é que o ‘sempre’ não é magia nem tampouco um tempo que pré-exista. Ele é conseqüência.

Nada mais que conseqüência de uma sucessão de dias, vividos minuto por minuto.
Quanto ao amor, tem gente que acredita que só é de verdade se durar “até que a morte os separe”. Outras, como o grande Vinícius de Moraes poetizou, apostam no “que seja eterno enquanto dure”.
Eu, neste caso, admiro a coragem de quem vai até o fim, de quem se entrega inteiramente ao que sente, de quem se permite viver aquilo que seu coração pede até que todas as chamas se apaguem. Mais do que isso: até que as brasas esfriem e – depois de todas as tentativas – nada mais possa ser resgatado do fogo que um dia ardeu.
Claro que não estou defendendo a constância indefinida de atitudes desequilibradas, exageros desnecessários ou situações destrutivas.
Mas concordo plenamente com o que está escrito no comovente “Quase”, de Sarah Westphal (muitas vezes atribuído a Luiz Fernando Veríssimo):
.... “Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar” ...
Porque de corações partidos por causa de um amor vivido pela metade as ruas estão cheias. Assim como de almas que perambulam feito pontos-de-interrogação, a se questionar o que mais poderiam ter feito para que o outro também estivesse presente, para que não fugisse tão furtivamente, tão covardemente, tão sordidamente.
É por isso que insisto: muito mais do que nos preocuparmos com o ‘para sempre’, precisamos começar a investir no ‘até o fim’, para que o ‘agora’ tenha mais significado, para que as intenções, as palavras, as atitudes e todos os recomeços façam parte de uma história mais sólida, menos prostituída, que realmente valha a pena.
Então, questione-se: o coração ainda acelera quando o outro se aproxima?
O peito ainda dói de saudade?
O desejo ainda grita, perturbando o silêncio da noite?
Não chegou ao fim! Não acabou.
Sei que, em alguns casos, motivos de força maior impedem um amor de ser vivido (e daí a separação pode ser sinal de maturidade), mas na maioria das vezes o que afasta dois corações é muito mais intolerância, ilusões ou auto-defesas tolas do que algo que realmente justifique o lamentável desfecho.
O outro não quer? Desistiu? Acovardou-se?
Ok! Por mais incoerente que pareça, é um direito dele.
Esteja certo de que você fez o que estava ao seu alcance e depois... bem, depois recolha-se e pondere: “pros amores impossíveis, tempo”.
Tempo em que você terminará descobrindo que a vida tem seu jeito misterioso de fazer o amor acontecer, mas que – no final das contas – feliz mesmo é quem, apesar de tudo, tem coragem de ir até o fim!

Tá doendo ??? então, solta!!!

Sabe quando você vive uma situação difícil, angustiante e que te incomoda?
Quando você não sabe o que dizer, o que fazer ou como agir para que a dor passe ou ao menos diminua?
Pois vou te contar o que tenho descoberto, por experiência própria!
Em primeiro lugar, observe a situação toda e, sobretudo, observe a si mesmo e os seus comportamentos. Errou?
Tente consertar e, de qualquer modo, peça desculpas!Fez ou falou o que não devia?
Explique-se, seja sincero, não tente esconder seu engano ou fingir que nada aconteceu...
Valide a dor do outro, sempre.
Ta difícil conseguir uma nova chance?
Dê um tempo. Espere...
Às vezes, algumas noites bem dormidas e alguns dias sem a imposição de sua presença ou a insistência de suas tentativas são preponderantes para que os sentimentos bons sejam resgatados e para que um coração possa ser reconquistado.
Por fim, fez tudo isso e não deu certo? Não rolou?
A pessoa até te perdoou, mas a massa desandou, a história se perdeu, os desejos esfriaram?!?Você se sente inconformado, esmagado pelo arrependimento, atordoado pela tristeza do que poderia ter sido e não foi? Tem a sensação de que estragou tudo?
Não sabe mais o que fazer para parar de doer?
Acredite, só tem um jeito: solta!A dor é conseqüência de um apego inútil!
Deixa ir... Deixa rolar... Se você já fez o que podia fazer, tentou e não deu, confie na vida, confie no Universo e siga em frente.
Pare de se lamentar, pare de se debater e de se perder cada vez mais, e tenha a certeza absoluta de que o que tiver de ser, será!
Quando essa certeza chega, é impressionante: a gente simplesmente relaxa e solta!
E quando solta, a dor começa a diminuir, e a gente começa a compreender que está tudo certo, mesmo quando não temos a menor idéia de que “certo” é esse.
Mas quando menos esperamos, tudo fica absolutamente claro!
Não se trata de desistir, mas de confiar! Isso é o que se chama “FÉ”! Isso é o que desejo a mim e a você, quando algo estiver doendo em nós...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Quem ama perdoa



Todos nós, quando estamos apaixonados, tendemos a acreditar que a pessoa amada é perfeita, que ela jamais seria capaz de fazer algo sem que soubéssemos e que pudesse nos magoar. Mas isso não é verdade por um único e óbvio motivo: somos seres em evolução e todos, absolutamente todos nós, erramos e magoamos aqueles que mais amamos...

E isso me faz lembrar de uma frase citada no filme Proposta Indecente:

“Pensei que fôssemos invencíveis.
Mas se ficamos juntos,não é porque esquecemoso que fizemos um ao outro,
e sim porque perdoamos!

Creio que essa seja uma das maneiras de perdoar!
Esquecer é impossível, mas perdoar faz parte do amor que sentimos por uma pessoa e, acima de tudo, por nós mesmos. Sendo assim, podemos chegar a duas conclusões distintas:- ou que merecemos nos dar mais uma chance porque conseguimos superar um acontecimento desagradável e continuar a relação em nome do amor;- ou que o melhor é terminar o relacionamento e recomeçar a vida de uma outra forma, pois não nos sentimos em condições de levar adiante algo que já não faz feliz mais ninguém...
Ou seja, perdoar não significa necessariamente continuar juntos, mas significa que o amor pode transcender a raiva e o orgulho e dissolver a incompreensão.
Como se conseguíssemos nos tornar maiores e mais fortes diante da sensação de termos feito a nossa parte, diante da certeza de que demos o nosso melhor e tentamos tudo o que podíamos para nos fazer felizes.
Muitas vezes, o relacionamento acaba, mas o amor continua pulsando forte. Outras vezes, o amor sucumbe e vai se tornando menor que o desejo de juntar os pedaços, de colar os cacos do que sobrou...
E outras vezes, ainda, é preciso morrer para renascer!

Enfim, a vida é feita de ciclos e o Universo é perfeito.
Tudo está em seu devido lugar e acontece exatamente como tem de acontecer.
Precisamos apenas aprender a aceitar, a receber e absorver a sabedoria divina, por mais difícil que seja - e realmente é. Mas o tempo, o amor e o perdão possibilitam a superação da dor.Como diz a música de Toquinho (Aquarela):
“O futuro é uma astronave que tentamos pilotar.
Não tem tempo, nem idade, nem tem hora de chegar.Sem pedir licença, muda a nossa vida e depois convida a rir ou chorar”
...E por acreditar nisso, descubro a cada dia o quanto vale a pena acreditar no amor, o quanto podemos ser mais e melhores ao investirmos em nossa capacidade de entender as limitações do outro, de compreender as dificuldades e os deslizes da pessoa amada, mesmo que já não faça sentido continuar com ela....
porque todos nós temos limitações, dificuldades e cometemos erros.
E porque aprendi, certa vez, que todos nós, por mais equivocados que estejamos, sempre tomamos atitudes baseados numa intenção positiva: a de sermos felizes. E o que mais podemos desejar para a pessoa que amamos, senão que ela seja muito feliz?!
Obviamente, desejamos também que as atitudes dela e as nossas sejam dignas, mas sabemos que nem sempre conseguimos e, assim, caminhamos todos em busca da evolução e do amor, precisando perdoar uns aos outros!

Relacionamento via Internet



Hoje, mais do que nunca, sem que possamos nos dar conta, todo tipo de comunicação que temos está inserida num padrão de velocidade inimaginável há poucos anos. A velocidade do mundo tem reflexo imediato em tudo o que se fala e, como não poderia deixar de ser, na rapidez de como ocorrem as afinidades nos relacionamentos. Se a pessoa na hora decide que gosta, o relacionamento pode seguir adiante até onde se entender que está tudo bem; se não gosta, para-se logo no começo evitando futuros tropeços. A Internet funciona como extensão deste desenvolvimento que já nos atinge de modo global. Dentro deste contexto, ainda existem aquelas pessoas que possuem um movimento interior mais reflexivo e que, por conta disso, acabam por não acompanhar totalmente este fluxo ininterrupto dessas rápidas e mutantes situações. De qualquer modo, a Internet acabou se transformando numa espécie de passarela como era antes em São Paulo, na rua Augusta. Local por onde as pessoas passeavam protegidas pelos seus carros (computadores) e quando gostavam de quem “viam”, (hoje isso ocorre na arte do teclar), começavam com algum papo descontraído e, se não se agradavam, partiam para outra empreitada. Notem que mesmo naquele tempo, não muito distante, também havia outras modalidades de preferências em relação aos tipos de encontro homem/mulher. Muita gente, naquela época, tinha preconceito sobre sair nas ruas deliberadamente para “paquerar”. Percebiam esse tipo de conduta como algo relacionado à muita exposição de si mesmo e alguns viam este tipo de atitude de paquera de modo pejorativo, outros tantos tinham literalmente vergonha de embarcar nestes encontros, isso sem contar com aqueles que tinham medo de serem rejeitados. Enfim, o que quero dizer é que para cada tipo de movimento em relação a uma busca afetiva, sempre existirá fatores de avanços e de recuos relativos estritamente à singularidade de cada um.Importante aqui é pontuar que muitas vezes o preconceito de algum tipo de exposição pode nos privar de termos um encontro no mínimo diferenciado; por outro lado, também não devemos nos esquecer que se deve levar em conta os limites pessoais de cada um. Tem muita gente que compactua com o acesso ao outro, via Internet, e está tudo bem, pois é um gosto pessoal. O universo de encontros é infinito e a net é só mais uma das múltiplas portas de entrada.Para inúmeras pessoas que se sentem tímidas, a Internet tem funcionado como um bálsamo, além de cumprir com o papel de uma verdadeira terapia, na qual aos poucos as pessoas começam a se soltar e, com os devidos cuidados, podem perceber que todos os que estão interconectados, de algum modo, por menos e por mais protegidos que estejam, sempre estão se expondo nas mínimas palavras que são expressas ao outro.As mulheres, geralmente são observadas como mais ansiosas e isso pode ajudar em um aspecto e dificultar em outro. O caso é que tanto as mulheres como os homens, sem diferenciação, quando ansiosos podem permanecer cegos nas percepções sutis que se pode ter sobre o outro, negligenciando a observação de aspectos importantes que revelam fatores a respeito sobre quem se está teclando. Por outro lado, a ansiedade também pode deixar que a percepção fique muito mais acurada e, por este mesmo motivo, detalhes obscurecidos por uma possível cegueira, que é comum ocorrer quando começa a haver um envolvimento emocional, tornam-se relevantes, podendo se observar melhor o que de fato está acontecendo na trama do encontro. Portanto, dependendo de cada caso, a ansiedade pode ser tanto positiva, como negativa. Para que a acuidade do conhecimento do outro pela Internet aconteça, a premissa é sempre buscar parar por alguns instantes e sair do fluxo frenético, que o universo on-line promove, e vez por outra se questionar para ver qual o lugar emocional que se está ocupando no momento. Se por acaso se perceber em algum tipo de desconforto, mude as suas posturas de contato. Saia de dentro da tela do computador e questione-se para depois voltar mais resgatado de si mesmo.A percepção clara sobre a verdade do que outro está escrevendo sempre será duvidosa, mesmo porque o ser humano vive contando mentiras sobre si mesmo e o pior é que a grande maioria nem se dá conta deste feito. Na Internet, o espaço para que este fator se desenvolva é imensamente maior porque não há uma visão física real que facilite aspectos de denúncia sobre o outro, mas tem-se também, o desenvolvimento de percepções que o universo on-line inaugura no internauta. Todo aquele que navega em comunicações dessa ordem sabe sobre o que está sendo falado aqui. São percepções que cada vez mais vão ficando menos sutis e mais evidentes sobre as verdades ou mentiras que são explanadas nas conversas. Pode-se perceber isso por meio de palavras mal usadas, por leituras em que a pessoa esquece-se do que escreveu anteriormente, etc.Existem inúmeras situações onde claramente se percebe uma mentira. Mesmo assim, deve se estar atento e vale lembrar que toda a atenção é pouca e que malandragem existe em qualquer parte do planeta e em qualquer tipo de comunicação.Em meio a tanto cuidado sobre mentiras e verdades nas conversas pela net, todos nós sabemos que também existem milhares de casos que dão certo e que existem inúmeras pessoas bem intencionadas que estão à procura de um parceiro ideal. Quando essa sintonia ocorre parece algo mágico. O alerta aqui está no fato de que todos devem necessariamente saber que a vida a dois se passa mais fora da net do que dentro e, em todas as parcerias, existe tanto o amor como a frustração. Saber sair da net com uma relação e investir no seu crescimento é, ao mesmo tempo, uma arte e uma conquista. Um mérito que hoje em dia cada vez mais pessoas se mostram plenamente capacitadas. Uma aventura de conhecimento do outro com a característica do século XXI.Também não devemos nos esquecer das pessoas que entram em sites de busca com a bandeira do fracasso pessoal. Estas, com certeza, não encontrarão em lugar algum o que dizem buscar, talvez precisassem de mais pesquisa interior para entender o que de fato as move para sucessivos fracassos a fim de deixarem de colocar a culpa no azar. Muitos costumam fazer isso em todas as áreas da vida e não só nessa dos relacionamentos pela Internet. Outra questão também é a de se ficar atento ao que se fala e ao que é teclado do outro lado, como já foi abordado anteriormente, lembrando que exposição pessoal demais também pode ser prejudicial, posto não se pode ter certeza absoluta do caráter de quem está do outro lado da tela. Portanto, preservar-se nunca é demais e se a busca é a de um relacionamento afetivo com o outro, também abrir espaço para que o jogo da sedução se instale nas conversas...

Para finalizar, penso que a grande maioria que entra em sites de relacionamento está em busca da própria felicidade no encontro com um parceiro que faça um real sentido. Estes estão literal e corajosamente apostando em si mesmos. Neste caso, a Internet funciona como mais uma importante ferramenta da atualidade para que os relacionamentos afetivos possam vir a se desenvolver.


Por: Silvia Malamud