[caminho pelo mapa de ponta a ponta, procuro de ponta a ponta você]
você foi o amor da minha vida.
é assustador dizer isso em voz alta porque você me ensinou o amor ao seu jeito. eu ressignifiquei conforto no seu abraço, intimidade com as nossas brincadeiras e desejo na forma que tu me olhava. é paralisante saber que alguém pode te marcar desse jeito, como se eu nunca mais pudesse conseguir falar de amor sem lembrar do teu nome. eu derrubei minhas barreiras e te deixei atravessar todas as fronteiras do meu peito, te dei livre acesso a todas os lugares e então, eu nunca mais seria o mesmo depois que você fosse embora. e eu não fui.
eu era vulnerável contigo, e é ai que se revela a magia do que tínhamos. ser vulnerável não me dava medo a não ser por aquela adrenalina e o frio na barriga que se sente quando se ama alguém. eu não me preocupava se você iria me magoar, e isso faz de ti mais memorável ainda. contigo eu tinha um espaço seguro pra ser eu mesmo, com todas as estranhisses que isso acompanha, e sei que você também sente falta disso. a gente era feliz.
depois que o nós se desfez foi difícil falar de amor e não lembrar de você. ainda é.
[eu nunca vi ninguém fazer tanto barulho no meu coração]
por isso eu admito que você é o amor da minha vida, apesar de nem acreditar muito nessas coisas. é que tem que ter uma explicação, sabe? pra todo o efeito que você teve em mim, pra toda a nossa história, pra você ter ressignificado coisas tão importantes pra mim
você sempre vai me remeter ao amor.
[me retorna quando der, viu?
e me encontra]